Redação
O Ministério Público Federal (MPF) entrou com uma ação contra cinco ex-funcionários da Caixa Econômica Federal em Mato Grosso, suspeitos de participação em um esquema de saques fraudulentos de precatórios judiciais. Segundo o órgão, as irregularidades teriam causado um prejuízo de R$ 2.077.573,36 à instituição.
De acordo com o MPF, os ex-funcionários teriam utilizado os acessos de trabalho para consultar contas relacionadas a precatórios, compartilhar informações sigilosas e realizar operações bancárias em desacordo com as normas da Caixa.
As investigações apontam que os fatos ocorreram principalmente entre 2018 e 2019 e estão relacionados à Operação Et Caterva, da Polícia Federal, que investigou um esquema de fraudes envolvendo o pagamento de precatórios e outros benefícios.
O caso também foi analisado pelo Tribunal de Contas da União (TCU). O tribunal considerou irregulares as contas dos cinco ex-funcionários e determinou o pagamento de valores relacionados ao prejuízo apontado.
A Caixa Econômica Federal também abriu uma investigação interna e demitiu os envolvidos.
Procurada, a Caixa informou que está em greve e que, neste momento, não irá se manifestar sobre o caso.
O MPF afirma que as condutas atribuídas aos ex-funcionários podem ser enquadradas como atos de improbidade administrativa. Por isso, pediu à Justiça Federal a condenação dos envolvidos e o ressarcimento dos valores correspondentes ao prejuízo que cada um teria causado.
O valor total da ação é de R$ 2.077.573,36.
Para dois dos envolvidos, o MPF também pediu a aplicação de sanções previstas para atos de improbidade relacionados a enriquecimento ilícito.
Para os outros três, foram solicitadas punições relacionadas ao suposto prejuízo causado aos cofres públicos.
O caso ainda será analisado pela Justiça Federal, que deverá avaliar as acusações e os pedidos apresentados pelo Ministério Público Federal. *Com informações do g1 MT
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